sexta-feira, 4 de março de 2011

…Mas para que serve o sindicato? Porquê ser sindicalizado? O que é o sindicato?

Os direitos que tens, hoje, são fruto de muitas lutas, vindas desde o século XIX. Estes direitos reflectem o respeito e a justiça que todos os que trabalham merecem. Conquistados graças a duros combates e mobilizações para melhorar a vida dos trabalhadores: Hoje temos emprego, salário, providência, assistência médica, e tantos outros direitos garantidos pela lei geral e por acordos de empresa. Milhões de trabalhadores ainda não os têm. Este é um legado que devemos pelo menos manter. Os direitos e benefícios, quando conquistados e garantidos, são distribuídos a todos, os que lutaram e os que não lutaram.

- Hoje estás bem, mas…
- Os tempos estão a mudar, amanhã quem te garante que não estarás sem os direitos e benefícios que agora tens, preso por necessidade a uma política de trabalho que não protege a instituição familiar e que não se responsabiliza pelo teu bem-estar no local de trabalho.

- O podemos fazer pelo futuro do nosso trabalho? O que podemos fazer por nós?

É a pensar nisto que nos unimos e organizamos… em sindicatos! Por nós, juntos valemos mais! O principal instrumento da política sindical é a negociação colectiva.

Garantidamente, se dependesse da empresa/Governo receberias 0% de reajuste salarial e os teus direitos seriam reduzidos e os benefícios retirados. Só não nos atacam mais, porque lutamos colectivamente, e porque o sindicato luta contigo.

Tudo é fruto de lutas. Se com luta já é difícil, sem luta é muito mais!

O sindicato contribui para toda a classe sem distinção. Os benefícios da sua existência são colectivos. Porém apenas os sindicalizados se responsabilizam pelos custos desta estrutura, que luta por todos, e cuja força é proporcional, aos recursos de que dispõe.

Ao sindicato cabe representar a defesa dos direitos e interesses colectivos ou individuais da classe, inclusive em questões judiciais ou administrativas.

Um sindicato é o agrupamento de uma classe para defesa dos seus interesses económicos e sociais. 


Procura o teu sindicato.
Precisamos de ti para ter voz!

TEORIA DAS JANELAS PARTIDAS

Em 1969, na Universidade de Stanford (EUA), o Prof. Phillip Zimbardo realizou uma experiência de psicologia social. Deixou duas viaturas abandonadas na via pública, duas viaturas idênticas, da mesma marca, modelo e até cor. Uma deixou em Bronx, na altura uma zona pobre e conflituosa de Nova York e a outra em Palo Alto, uma zona rica e tranquila da Califórnia.
Duas viaturas idênticas abandonadas, dois bairros com populações muito diferentes e uma equipa de em psicologia social estudando as condutas das pessoas em cada sítio.
Resultou que a viatura abandonada em Bronx começou a ser vandalizada em poucas horas. Perdeu as jantes, o motor, os espelhos, o rádio, etc. Levaram tudo o que fosse aproveitável e aquilo que não puderam levar, destruíram. Contrariamente, a viatura abandonada em Palo Alto manteve-se intacta.
É comum atribuir à pobreza as causas de delito. Atribuição em que coincidem as posições ideológicas mais conservadoras, (da direita e esquerda). Contudo, a experiência em questão não terminou aí, quando a viatura abandonada em Bronx já estava desfeita e a de Palo Alto estava há uma semana impecável, os investigadores partiram um vidro do automóvel de Palo Alto.
O resultado foi que se desencadeou o mesmo processo que o de Bronx, e o roubo, a violência e o vandalismo reduziram o veículo ao mesmo estado que o do bairro pobre.
Porquê que o vidro partido na viatura abandonada num bairro supostamente seguro, é capaz de disparar todo um processo delituoso?
Não se trata de pobreza. Evidentemente é algo que tem que ver com a psicologia humana e com as relações sociais.
Um vidro partido numa viatura abandonada transmite uma ideia de deterioração, de desinteresse, de despreocupação que vai quebrar os códigos de convivência, como de ausência de lei, de normas, de regras, como que vale tudo. Cada novo ataque que a viatura sofre reafirma e multiplica essa ideia, até que a escalada de actos cada vez piores, se torna incontrolável, desembocando numa violência irracional.
Em experiências posteriores (James Q. Wilson e George Kelling), desenvolveram a 'Teoria das Janelas Partidas', a mesma que de um ponto de vista criminalístico, conclui que o delito é maior nas zonas onde o descuido, a sujidade, a desordem e o maltrato são maiores.
Se se parte um vidro de uma janela de um edifício e ninguém o repara, muito rapidamente estarão partidos todos os demais. Se uma comunidade exibe sinais de deterioração e isto parece não importar a ninguém, então ali se gerará o delito.
Se se cometem 'pequenas faltas' (estacionar-se em lugar proibido, exceder o limite de velocidade ou passar-se um semáforo vermelho) e as mesmas não são sancionadas, então começam as faltas maiores e logo delitos cada vez mais graves. Se se permitem atitudes violentas como algo normal no desenvolvimento das crianças, o padrão de desenvolvimento será de maior violência quando estas pessoas forem adultas.
Se os parques e outros espaços públicos deteriorados são progressivamente abandonados pela maioria das pessoas (que deixa de sair das suas casas por temor aos gangs), estes mesmos espaços abandonados pelas pessoas são progressivamente ocupados pelos delinquentes.
A Teoria das Janelas Partida foi aplicada pela primeira vez em meados da década de 80 no metro de Nova York, o qual se havia convertido no ponto mais perigoso da cidade.
Começou-se por combater as pequenas transgressões: graffitis deteriorando o lugar, sujidade das estacões, ebriedade entre o público, evasões ao pagamento de passagem, pequenos roubos e desordens. Os resultados foram evidentes. Começando pelo pequeno conseguiu-se fazer do metro um lugar seguro.
Posteriormente, em 1994, Rudolph Giuliani, mayor de Nova York, baseado na Teoria das Janelas Partidas e na experiência do metro, impulsionou uma política de 'Tolerância Zero'.
A estratégia consistia em criar comunidades limpas e ordenadas, não permitindo transgressões à Lei e às normas de convivência urbana.
O resultado prático foi uma enorme redução de todos os índices criminais da cidade de Nova York.
A expressão 'Tolerância Zero' soa a uma espécie de solução autoritária e repressiva, mas o seu conceito principal é muito mais a prevenção e promoção de condições sociais de segurança. Não se trata de linchar o delinquente, nem da prepotência da polícia, de facto, a respeito dos abusos de autoridade deve também aplicar-se a tolerância zero.
Não é tolerância zero em relação à pessoa que comete o delito, mas tolerância zero em relação ao próprio delito.
Trata-se de criar comunidades limpas, ordenadas, respeitosas da lei e dos códigos básicos da convivência social humana.
Perante à quantidade de mentiras e explicações medíocres dadas por alguns dos nossos Governantes, directores de instituições educativas, chefes e líderes comunitários sobre este assunto, é bom voltar a ler esta teoria e em seguida difundi-la.

Diálogos progressistas e socráticos

Zé: Porra, aumentaram os impostos!
Sócrates: Não é verdade. Não aumentámos os impostos.

Zé: Mas eu vou pagar mais impostos, c******
Sócrates: Vais, mas os impostos não aumentaram.

Zé: Oh, cum c*****, mas se eu pago mais, como é que não aumentaram, porra?
Sócrates: Não aumentaram. O que aconteceu é que houve melhorias na incidência dos benefícios fiscais. É a isto que se chama, mais justiça social.

Zé: F***, pá, então eu pago mais e tu dizes-me que não pago mais? Mas pensas que eu sou parvo ou quê?
Sócrates: Penso.

Zé: Mas eu vou pagar mais impostos ou não?
Sócrates: Vais.

: E os impostos não aumentam?
Sócrates: Exacto.

 
Zé: Obrigado Sr Engenheiro...assim está tudo mais bem explicado. Que seria de nós sem o Sr Engenheiro. Para a próxima voto outra vez em si.

Apetece-me dizer um daqueles palavrões... bem minhotos

AQUI VOS DEIXO ALGUNS EXEMPLOS DE ALGUMAS DÚVIDAS (vejam lá, duvidas...) QUE O TRIBUNAL DE CONTAS ENCONTROU NAS DESPESAS PÚBLICAS...

 
1.      ADMINISTRAÇÃO REGIONAL DE SAÚDE DO ALENTEJO, I. P.
- Aquisição de 1 armário persiana; 2 mesas de computador; 3 cadeiras c/rodízios, braços e costas altas: 97.560,00€
Eu não sei a quanto está o metro cúbico de material de escritório mas ou estes armários/mesas/cadeiras são de ouro sólido ou então não estou a ver onde é que 6 peças de mobiliário de escritório custam quase 100 000€.
Alguém me elucida sobre esta questão?

 
2.      MATOSINHOS HABIT - MH
 - Reparação de porta de entrada do edifício: 142.320,00 €
Alguém sabe de que é feita esta porta que custa mais do que uma casa?

 
3.      UNIVERSIDADE DO ALGARVE - ESC. SUP. TECNOLOGIA - PROJECTO TEMPUS
- Viagem aérea Faro/Zagreb e regresso a Faro, para 1 pessoa no período de 3 a 6 de Dezembro de 2008: 33.745,00 €
Segundo o site da TAP a viagem mais cara que se encontra entre Faro-Zagreb-Faro em classe executiva é de cerca de 1700€. Dá uma pequena diferença de 32 000 €. Como é que é possível???

 
4.      MUNICÍPIO DE LAGOA
 - 6 Kit de mala Piaggio Fly para as motorizadas do sector de águas: 106.596,00 €
Pelo vistos fazer um "Pimp My Ride" nas motorizadas do Município de Lagoa fica carote!!!

 
5.      MUNICÍPIO DE ÍLHAVO
- Fornecimento de 3 Computadores, 1 impressora de talões, 9 fones, 2 leitores ópticos: 380.666,00 €
Estes computadores devem ser mesmo especiais para terem custado cerca de 100 000€ cada....Já para não falar nos restantes acessórios.

 
6.      MUNICÍPIO DE LAGOA
- Aquisição de fardamento para a fiscalização municipal: 391.970,00€
Eu não sei o que a Polícia Municipal de Lagoa veste, mas pelos vistos deve ser Haute-Couture.

 
7.      CÂMARA MUNICIPAL DE LOURES
- VINHO TINTO E BRANCO: 652.300,00 €
Alguém me explica porque é que a Câmara Municipal de Loures precisa de mais de meio milhão de Euros em Vinho Tinto e Branco????

 
8.      MUNICIPIO DE VALE DE CAMBRA
- AQUISIÇÃO DE VIATURA LIGEIRO DE MERCADORIAS: 1.236.000,00 €
Neste contrato ficamos a saber que uma viatura ligeira de mercadorias da Renault custa cerca de 1 milhão de Euros. Impressionante...

 
9.      CÂMARA MUNICIPAL DE SINES
- Aluguer de tenda para inauguração do Museu do Castelo de Sines: 1.236.500,00 €
É interessante perceber que uma tenda custa mais ou menos o mesmo que um ligeiro de mercadorias da Renault e muito mais que uma boa casa... E eu que estava a ser tão injusto com o município de Vale de Cambra...

 
10.  MUNICIPIO DE VALE DE CAMBRA
- AQUISIÇÃO DE VIATURA DE 16 LUGARES PARA TRANSPORTE DE CRIANÇAS: 2.922.000,00 €
E mais uma pérola do Município de Vale de Cambra: uma viatura de 16 lugares para transportar crianças custa cerca de 3 milhões de Euros. Upsss, outra vez o município de Vale de Cambra...

 
11.  MUNICÍPIO DE BEJA
- Fornecimento de 1 fotocopiadora, "Multifuncional do tipo IRC3080I", para a Divisão de Obras Municipais: 6.572.983,00 €
Este contrato público é um dos mais vergonhosos que se encontra neste site. Uma fotocopiadora que custa normalmente 7,698.42€ foi comprada por mais de 6,5 milhões de Euros. E ninguém vai preso por porcarias como esta?

 
COMO É POSSÍVEL NÃO ESTARMOS EM CRISE?
COMO DIZ SÓCRATES, É DIFÍCIL CORTAR NAS DESPESAS PÚBLICAS...
NOTA-SE...
ACABÁMOS DE VER ALGUNS EXEMPLOS...


Para onde vai este país ?

quinta-feira, 3 de março de 2011

Subsídio de Natal pago em títulos do tesouro

As medidas adicionais de austeridade, caso venham a ser necessárias, de que falaram esta semana o ministro das Finanças e o primeiro-ministro podem passar pelo pagamento do subsídio de Natal aos funcionários públicos em títulos do tesouro como certificados do tesouro ou certificados de aforro. Medidas que poderão a ajudar a cumprir o défice orçamental de 4,6 por cento previsto para 2011.


O Governo tem desde já previsto medidas de austeridade adicionais para cumprimento do défice previsto de 4,6 por cento no Orçamento do Estado para 2011 que passam desde logo pela possibilidade do subsídio de Natal passar a ser pago em títulos.

A informação é avançada hoje pelo diário Correio da Manhã, e assim em vez de dinheiro os funcionários públicos podem vir a receber o subsídio de Natal em certificados de aforro ou de tesouro.

Com esta medida o Estado não seria obrigado a recorrer aos mercados externos para pagar este subsídio, que no ano passado ascendeu quase aos 3,8 mil milhões de euros, isto porque, nestas circunstâncias, o pagamento não seria imediato.

Segundo a legislação em vigor, e caso não seja alterada, os certificados de aforro só permitem movimentações a partir dos três meses após a subscrição, enquanto os certificados do tesouro vão mais longe em termos temporais já que o seu levantamento só pode acontecer ao fim de meio ano.

A medida terá sido discutida entre ministros, embora sem confirmação oficial, mas estará ligada ao facto de tanto o ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, como o primeiro-ministro, José Sócrates, terem já esta semana falado em possíveis medidas adicionais de austeridade caso venham a ser necessárias.

“O Governo fará tudo o que for necessário para alcançar o défice de 4.6 por cento”, anunciava José Sócrates na passada segunda-feira perante uma plateia onde se incluíam os principais banqueiros do país.

Certa é já a medida que obriga os funcionários públicos a descontar catorze meses para o subsistema de saúde, a ADSE, em vez dos atuais doze já que os subsídios de férias e de Natal passam a fazer parte dos descontos.


http://www0.rtp.pt/noticias/?t=Subsidio-de-Natal-pago-em-titulos-do-tesouro.rtp&article=420826&visual=3&layout=10&tm=6

SÓCRATES AO BEIJA MÃO

"  Faremos... faremos? farei! tudo o necessário para colocar o défice nos 4,3%. E tudo significa manter a despesa com os amigos que me mantêm no púlpito do partido, construir o TGV para o Coelho, mesmo que para isso tenha de tirar subsídio de Natal aos Portugueses, aumentar o IVA para 25%, reformar a lei do arrendamento colocando centenas de milhar de velhos a viver debaixo das pontes, ... 
Tudo, tudo, pela minha sobrevivência política e quem sabe qualquer outra que esteja debaixo de olho do poder judicial.
É que eu não sou Claudius, mas Sócrates, com um S de Sousa no fim!"