quinta-feira, 14 de julho de 2011

Avaliação de desempenho

O dono de um talho foi surpreendido pela entrada de um cão dentro da loja.

Enxota-o mas o cão volta a entrar. Volta a enxotá-lo e repara que o cão traz um bilhete na boca.


 

Apanha o bilhete e lê: 'Manda-me 12 salsichas e uma perna de carneiro, por favor? '
Também repara que o cão tem na boca uma nota de 50 euros. Avia o cão e põe-lhe o saco de compras na boca.


 
Impressionado e, como estava para fechar, resolve seguir o cão.
O cão desce a rua, chega aos semáforos e, com um salto, carrega no botão para ligar o sinal verde. Aguarda a mudança de cor do sinal, atravessa a estrada e segue rua abaixo.

O talhante estava perplexo!·
O talhante e o cão caminham pela rua, quando o cão parou à porta de uma casa e pôs as compras no passeio.
Vira-se um pouco, correu e atirou-se contra a porta. Repetiu o acto mas ninguém lhe abre a porta.
Contorna a casa, salta um muro e, numa janela, começa a bater com a cabeça no vidro várias vezes, retornando para a porta.

De repente, aparece um tipo enorme a abrir a porta e começa a bater no cão.

O talhante corre até ao homem, tenta-o impedir de bater mais no cão e diz-lhe bastante indignado: 'Óh homem, o que é que está a fazer? O seu cão é um génio!'

O homem responde: 'Um génio? Já é a segunda vez esta semana que este estúpido cão, se esquece da chave! '·


Moral da história:·
Podes continuar a exceder as expectativas, mas... a tua avaliação depende sempre da competência de quem avalia

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Quem é Christine Lagarde?

Ainda a poucos anos Christine Lagarde era uma desconhecida para os franceses até ser nomeada ministro do Comercio Exterior no governo de Dominique de Villepin e mais tarde ministro da Economia. 

Agora, e depois de Dominique Strauss Kahn ter sido "eliminado" por ser demasiado "mole" e não apoiar devidamente os interesses dos grandes grupos financeiros, Lagarde, pertencendo ao restrito clube de Bilderberg, vai ser nomeada para a direcção do FMI. 

Como vamos ver, compreende-se porquê...



Quem é Christine Lagarde? 


Christine Lagarde é uma advogada de sucesso, especializada em direito social, em 1981 ingressa no prestigiado gabinete Baker & McKenzie em Chicago. Progride rapidamente na carreira até se tornar membro do comité executivo desse gabinete com 4400 colaboradores em 35 países do mundo. Em 2004 torna-se presidente do seu comité estratégico e no ano seguinte membro do conselho de vigilância de um dos maiores grupos financeiros mundiais, a holandesa ING Groep.


Chistine Lagarde, torna-se assim uma mulher muito influente: está na 5ª posição na classificação das mulheres de negócios europeias, segundo o Wall Street Journal e na  76ª posição nas mulheres mais poderosas do mundo, segundo a revista Forbes.



Nos bastidores dos negócios.



Uma das facetas menos conhecida do grande público é o facto de Lagarde pertencer ao Center for Strategic & International Studies (CSIS) americano. Este é um "think tank" sobre a influência e estratégia americana no mundo do ponto de vista político, económico, tecnológico e em matéria de segurança. Nele encontramos no conselho administrativo, Henry Kissinger, mas também Zbigniew Brzezinski com o qual Lagarde partilhava a comissão de Acção USA/EU/Polónia, mais precisamente o grupo de trabalho das indústrias de defesa USA-Polónia.


Foi durante as comissões presididas por Christine Lagarde que Bruce Jackson conseguiu o contrato do século para a americana Lockheed com a venda de 48 caças F-16 à Polónia no valor de 3,5 mil milhões de dólares. Esta encomenda foi paga pelo governo polaco com os fundos da União Europeia destinados à preservação do sistema agrícola da Polónia.



Uma americana em Paris.


Em 2007 o jornal satírico francês "Le Canard Enchaîné" revela para grande espanto de todos que o ministro da economia Christine Lagarde escreve e obriga os seus colaboradores a escrever em língua inglesa. No dia 16 de outubro de 2010, o deputado Brard faz uma pergunta a Lagarde, na Assembleia Nacional, em inglês!
O presidente da Assembleia Nacional Francesa atrapalhado decidiu que essa intervenção deveria ser retirada do relatório da sessão por a única língua oficial da república ser o francês.


Estes episódios caricatos revelam que a actual ministra francesa da economia e futura responsável do FMI trabalha (e faz trabalhar os seus colaboradores próximos) em língua inglesa, para facilitar as suas relações políticas e económicas com o seu grande aliado, os Estados Unidos. Os americanos não poderiam sonhar ter um melhor defensor dos seus interesses no FMI.


Dos grandes amigos de Christine Lagarde constam: Brzezinski, fondador da comissão Trilateral em 1973 juntamente com David Rockfeller, ou então Dick Cheney que dispensa qualquer apresentação: ele é o vice-presidente que desencadeia guerras para entregar a reconstrução dos países bombardeados à sua empresa, a Halliburton.
 
Autor desconhecido.

CENSURA


opiniao | 29 Junho, 2011 - 01:46 | Por Ricardo Coelho
Lead:
O novo estatuto editorial do Expresso contém uma novidade assinalável: pela primeira vez, um órgão de comunicação social admite que irá recusar a publicação de notícias que possam ser prejudiciais aos interesses instalados.

O novo director do Expresso, Ricardo Costa, decidiu alterar o estatuto editorial do jornal, uns meses apenas após ser nomeado e numa altura em que um novo governo se forma. Este novo estatuto editorial contém uma novidade assinalável: pela primeira vez, um órgão de comunicação social admite que irá recusar a publicação de notícias que possam ser prejudiciais aos interesses instalados. Vejamos com cuidado o que diz o jornal e os eufemismos que usa para defender que isto não é auto-censura.

Diz o ponto 7 do estatuto editorial: "O Expresso sabe, também, que em casos muito excepcionais, há notícias que mereciam ser publicadas em lugar de destaque, mas que não devem ser referidas, não por auto-censura ou censura interna, mas porque a sua divulgação seria eventualmente nociva ao interesse nacional. O jornal reserva-se, como é óbvio, o direito de definir, caso a caso, a aplicação deste critério." Tanto palavreado para esconder as intenções da equipa de Ricardo Costa chega a ser comovente.

Teorias da conspiração à parte, sabemos bem como as escolhas da comunicação social relativamente a quais são os acontecimentos que são noticiados, qual o destaque a dar a cada notícia e como contar as notícias são moldadas pela ideologia dominante. Não se trata de diabolizar a comunicação social ou os jornalistas mas de perceber que o seu papel numa sociedade capitalista é o de produção de ideologia. Se os jornalistas frequentemente publicam notícias de uma forma que favorece uma narrativa neoliberal não é necessariamente porque partilhem essa ideologia mas antes porque são parte integrante de uma sociedade na qual o neoliberalismo é hegemónico.

Não surpreende, portanto, que um órgão de comunicação social opte por vezes por não publicar uma notícia, ou não lhe dar o devido destaque, por conter uma mensagem que vai contra a narrativa dominante. No momento actual, a comunicação social interiorizou de tal forma o discurso austeritário que reina na União Europeia que chega a chamar ajuda ao empréstimo da "troika" e rigor orçamental às medidas que transferem dinheiro do investimento público e do Estado Social para o rentismo privado. Torna-se muito difícil, portanto, vermos narrativas anti-austeridade de políticos, economistas ou activistas na comunicação social.

Mas o gesto do Expresso não deixa de ser significativo, nem que seja porque é feito às claras. O jornal admite que não publicará notícias que possam ser relevantes quando isso prejudica o "interesse nacional". Em que consiste essa expressão pantanosa, "interesse nacional"? Não vão informar o público de que Passos Coelho não poupa um cêntimo por viajar em classe económica na TAP porque não paga bilhete? Não vão divulgar as notícias sobre os actos de protesto contra a austeridade? Não vão escrever nada quando se tornar evidente que este governo não conseguiu aumentar o emprego com as suas medidas de austeridade? Nada disto é claro, nada disto é suposto ser claro.

Com este gesto, o Expresso colocou-se à disposição do novo governo, qual cão de guarda fiel ao dono, perdendo assim toda a credibilidade que possa ter enquanto órgão de comunicação social. Mesmo tendo em conta o papel da comunicação social na consolidação da hegemonia neoliberal, isto é grave.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

O drama Salvador Angélico

Angélico Vieira não resistiu ao brutal acidente de viação que sofreu e acabou de falecer. A geração "Morangos com Açúcar" já tem o seu mártir.

Para o caso não interessa nada que o carro circulasse na via pública sem seguro, ou que a maioria dos ocupantes não tivesse colocado o cinto de segurança.
Também parece não interessar a ninguém saber a que velocidade ia a viatura ou se condutor apresentava excesso de álcool ou drogas no sangue. Ninguém falou disso. A comunicação social em peso preferiu a exploração do efeito emocional e ficou por aí.

Mais ou menos na mesma altura morreu o empresário Salvador Caetano. É verdade que o senhor tinha 85 anos e estava doente, mas a histeria mediática à volta do desaparecimento do jovem artista Angélico Vieira, por contraste com a discrição da notícia da morte do empresário nos órgãos de informação dá-nos um excelente retrato da ordem de valores da sociedade actual.

Por aqui se vê que um jovem cantor e actor é muito mais importante do que um homem que subiu na vida a pulso, construiu um império industrial, contribuiu para a produção da riqueza nacional e deu emprego a milhares de pessoas.

Por aqui se vê que para muita gente é mais importante uma novela de duvidosa qualidade, com adolescentes, do que construir fábricas, criar empregos no país e dar pão a inúmeras famílias.

Apesar de tudo entendo muito bem a reacção dos adolescentes neste caso. A culpa desta inversão de valores nem sequer é deles. É da geração anterior, dos pais, que os educaram assim. Para a diversão e não para o trabalho.


AM Jerónimo

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Mira Amaral - um homem sem vergonha

por Carlos Fonseca

Mira Amaral, engenheiro de base e economista por pós-graduação, resolveu sair também a terreiro e proclamar: "a economia portuguesa não aguenta mais impostos".

Ao estilo de sábio membro do 'Conselho de Anciãos', a ilustre figura avisa: "é urgente, é imperioso fazer cortes do lado da despesa....".

O aviso, claramente dirigido ao seu partido, é redundante, se tivermos em conta as posições da direcção do PSD, a quem, Mira Amaral, se pretende colar.

De há muito, a falta de vergonha dos homens públicos é fenómeno comum, mas Mira Amaral é um destro praticante da ignomínia.

Integrou os quadros do BPI, transitando do adquirido Banco de Fomento, privatizado nos anos 90.

No início da década actual, reformou-se do BPI com indemnização e pensão substanciais. Algum tempo depois, ingressou na CGD, por influência do PSD; porém, ao final de 18 meses, viria a deixar a instituição do Estado, com uma obscena pensão de reforma de mais de 18.000 euros mensais; e não foi o único, porquanto também o seu ajudante de campo e ex-secretário de estado, Eng.º Alves Monteiro, teve percurso semelhante, embora a valores mais baixos.

Até Bagão Félix, então Ministro das Finanças, benfiquista de alma e coração, ficou verde.

Hoje, Mira Amaral, administra o Banco BIC, ao serviço de Amorim e de Isabel dos Santos, a princesa do reino de Angola.

Um homem que, além de retribuições de privados que não discuto, em função da desfaçatez de arrecadar cerca de 250.000 euros anuais de uma instituição
pública, perdeu a moral - e igualmente a vergonha - para falar em desperdícios de dinheiros públicos, mormente em cortes de despesas.

Sr. Mira Amaral: ajude o País, prescindindo da abjecta situação de reformado da CGD!!!

Mas, na vida pública de Mira Amaral, existem outras passagens funestas para o País.

Como Ministro da Indústria de Cavaco Silva, entre 1987 e 1995, ordenou, por exemplo, o esquartejamento da estrutura industrial portuguesa. O processo de desindustrialização integrou, por exemplo, todo o grupo CUF / Quimigal e foi executado, por um outro homem de mão de Amaral, o célebre António Carrapatoso; homem que, há pouco tempo, esteve na Universidade de Verão do PSD, na qualidade de eminente prelector sobre problemas da economia portuguesa que ele, o seu chefe Mira e o supremo Cavaco tanto fragilizaram com uma política de privatizações, a favor de companhias estrangeiras, criticada publicamente por José Manuel de Mello, Lúcio Tomé Feteira e outros industriais.

Aplica-se claramente a frase de Eça de Queiroz:

"As fraldas e os políticos devem ser mudados com frequência, pelas mesmas razões"

Querem a verdade? Ei-la (Artigo de Nicolau Santos in "Expresso" 22-4-2011)

Querem a verdade? Ei-la

 «Se toda a gente dissesse, em cada momento, toda a verdade sobre tudo, o mundo seria um lugar perfeitamente insuportável. Mas se querem toda a verdade, vamos a ela. E a verdade é que temos pela frente um ajustamento que vai durar dez anos, durante os quais a classe média empobrecerá paulatinamente sob o aumento do peso dos preços e dos impostos, do crescimento do desemprego e da precariedade nas relações laborais, da falta de oportunidades e de horizontes. Trocar de carro de quatro em quatro anos? Es- queça. Viagens a sítios exóticos nas férias? Esqueça. Jantar fora uma ou duas vezes por semana? Esqueça. Gastar em medicamentos não essenciais? Esqueça. Comprar livros, CD e DVD com regularidade? Esqueça. Ir ao cinema com frequência? Esqueça. Assinar a Sport TV, canais de filmes e outros pacotes televisivos? Esqueça. Pagar as quotas para o seu clube do coração? Esqueça. Comprar com regularidade uns camarões, uns patés, uns bons vinhos lá para casa? Esqueça. Alugar uma casinha no campo ou na praia? Esqueça. Aumento de ordenado e das poupanças no banco? Esqueça. Um bom emprego para os filhos que tiraram um curso superior? Esqueça -- se querem ganhar a vida de forma compatível com os estudos que fizeram, é melhor emigrarem.

O mais dramático é que chegámos aqui não por um acaso, mas por uma tendência perfeitamente clara e definida. Entre 1960 e 1970, o crescimento médio do PIB (ou seja, da riqueza criada pelo país) foi de 7,5%. Entre 1970-80, esse valor caiu para 4,5%. Na década 80-90, a descida continuou: 3,2%. Entre 1990 e 2000, novo abrandamento: 2,7%. E entre 2000 e 2009, o crescimento médio reduziu-se a uns pindéricos 0.7%. Pior um pouco se olharmos para o futuro. Em 2012, segundo o FMI, seremos o único país do mundo em recessão (-0,5%). E entre 2011 e 2016 seremos o país com o crescimento mais lento do mundo, com apenas 0,4% em média. Ah, querem mais verdade? Estas projecções foram feitas ainda sem ter em conta o novo pacote de austeridade que vamos ter de suportar para que a troika UE/BCE/FMI nos emprestem 100 mil milhões até 2013. Ou seja, o número (ver págs. 10 e 11 deste caderno) serão ainda piores. E com estas taxas de crescimento, será muitíssimo mais difícil - senão quase impossível - resolver os desequilíbrios macroeconómicos.

A taxa de desemprego? Vai provavelmente ultrapassar os 15%. As nossas reformas? Depois da imposição de um teto máximo, vão ser meramente simbólicas em dez anos. As despesas públicas com saúde? Vão cair fortemente. Vamos pagar cada vez mais pelos medicamentos, mais pelas taxas moderadoras. Com isto, os indicadores sociais (natalidade, mortalidade, esperança de vida) vão degradar-se e regredir. As cidades vão estar menos bem cuidadas. A insegurança e a violência vão crescer. Haverá um sentimento generalizado de derrota e desistência.
Esta é a nudez forte da verdade. Não é bonita. E ninguém ganha eleições a expô-la nua e crua na praça pública.» 



Nicolau dos Santos, 'Querem a verdade? Ei-la', 

Expresso - Economia, 22 de Abril de 2011, pag 5

Passos Coelho, afinal, é fã de José Sócrates

João Lemos Esteves (www.expresso.pt)

1. E aí está: a primeira grande medida do governo Passos Coelho é cortar 50% no subsídio de natal (podemos discutir se se trata de um corte ou um aumento no IRS, mas isso é discutir o sexo dos anjos). Compreendo que o país se encontra numa situação delicada que exige sacrifícios adicionais - todavia, objetivamente, o governo desiludiu. O centro-direita em Portugal tem uma piadola: quando está na oposição é contra o aumento de impostos, a favor da liberdade individual; mas quando passa para o governo esquece a redução da despesa e -voilá! - decide...aumentar os impostos. Ou seja, uma medida tipicamente socialista. Tipicamente socrática. Passos Coelho mentiu. É pena que não haja vergonha na política portuguesa.

2.
Vergonha é um termo demasiado forte? Não: é apenas realista. O único que espelha a realidade com exactidão. Sobretudo tendo em conta que a medida já tinha sido combinada entre Passos Coelho e Eduardo Catroga. Porque razão se teima em esconder a realidade aos portugueses? Passos Coelho reiterou várias vezes que não iria mexer nos impostos e a grande bandeira era a redução da despesa inútil do Estado. É eleito primeiro-ministro e a primeira decisão é o contrário daquilo que prometeu. Afinal, a redução da despesa do Estado, para a direita portuguesa, é apenas um cliché eleitoral. Ir ao bolso dos portugueses, estrangulando ainda mais a nossa economia, é fácil. Facílimo. Cortar na despesa do Estado, porque implica extinguir os tachos, os lugarzinhos para os boys, isso já é muito difícil. Demora muito tempo. Tem de ser gradual...É vira o disco e toca o mesmo: afinal, Passos Coelho continua a política de José Sócrates. Passos Coelho mentiu.

3. Um exemplo: a redução de ministros é um enorme embuste. Porquê? Porque a estrutura orgânica do governo mantém-se: os serviços são os mesmos, os funcionários são os meesmos, substituindo-se o ministro pelo secretário de Estado. Apenas isso. Mais nada. Um exemplo de que os vícios permanecem: Feliciano Barreiras Duarte, que foi avançado como braço-direito de Passos Coelho durante muito tempo, tinha de entrar para o Governo. Como já não havia lugar - até porque vários lugares tiveram de ser entregues ao CDS -, então inventou-se o cargo de Secretário de Estado Adjunto do Ministro Adjunto e dos Assuntos parlamentares. Não, caro leitor, não se enganou a ler. É isso mesmo: Secretário de Estado Adjunto do Ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares. Ora, o Ministro dos Assuntos Parlamentares tem dois secretários de Estado! Para quê? É uma singularidade ridícula deste governo...Alguma vez na vida o Ministro dos Assuntos Parlamentares precisa de dois secretários de Estado? Para quê? Pra concertar a actuação do executivo com o trabalho parlamentar são precisos três responsáveis políticos? Nunca na vida! A não ser que o Ministro Miguel Relvas esteja a admitir implicitamente que não percebe nada do assunto ou que não tem propriamente uma vontade imensa de trabalhar...O problema é que um governo que cria cargos desnecessários para meter gente do partido perde legitimidade moral para exigir sacrifícios aos portugueses. Neste particular, o início do governo Passos Coelho não tem sido famoso. Amanhã, falaremos de uma outra mentira obtusa deste governo. Passos Coelho mentiu.